Sinequias Uterinas: tratamento das aderências do útero com histeroscopia em Caruaru e Recife
As sinequias uterinas (aderências no útero) podem causar alterações menstruais e infertilidade. Saiba como a histeroscopia pode ajudar no diagnóstico e tratamento. Atendimento em Caruaru e Recife.
HISTEROSCOPIA
Dr Lucas Farias - Ginecologia e Cirurgia Ginecológica


Sinéquias Uterinas: uso da histeroscopia para tratamento das aderências uterinas
As sinequias uterinas, também conhecidas como aderências intrauterinas ou Síndrome de Asherman, são alterações que acontecem quando surgem “cicatrizes” dentro do útero. Essas aderências podem unir as paredes uterinas parcial ou totalmente, causando sintomas como diminuição da menstruação, infertilidade, dor pélvica e dificuldade para engravidar.
Nos últimos anos, a histeroscopia se tornou o principal método para diagnóstico e tratamento das sinequias uterinas, permitindo uma avaliação detalhada da cavidade uterina e uma abordagem minimamente invasiva.
Muitas mulheres descobrem o problema após episódios de curetagem, abortamento, infecções uterinas ou dificuldades para engravidar. Em alguns casos, a paciente percebe apenas mudanças menstruais aparentemente simples, mas que podem indicar alterações importantes dentro do útero.
Neste artigo, você vai entender o que são as sinequias uterinas, quais os sintomas mais comuns, as principais causas e como a histeroscopia diagnóstica e cirúrgica pode ajudar no tratamento.
O que são sinequias uterinas?
As sinequias uterinas são aderências formadas dentro da cavidade uterina por tecido fibroso cicatricial. Essas “pontes” de tecido podem surgir após lesões no endométrio, que é a camada interna do útero responsável pela menstruação e implantação do embrião.
Dependendo da gravidade, as aderências podem ser:
leves;
moderadas;
extensas.
Em casos mais avançados, o útero pode ficar parcialmente ou totalmente fechado, dificultando a menstruação e reduzindo as chances de gravidez.
O termo Síndrome de Asherman é usado principalmente quando as sinequias causam sintomas importantes, especialmente infertilidade e alterações menstruais.
Principais causas das sinequias uterinas
A causa mais comum das aderências uterinas é algum trauma na cavidade uterina. Entre os fatores mais associados estão:
Curetagem uterina
A curetagem realizada após abortamento, retenção placentária ou parto pode lesionar o endométrio e favorecer a formação de cicatrizes internas.
O risco aumenta principalmente quando:
há infecção associada;
são realizadas múltiplas curetagens;
o procedimento acontece após gravidez recente.
Infecções uterinas
Infecções ginecológicas podem provocar inflamação intensa no interior do útero, aumentando o risco de aderências.
Cirurgias uterinas
Procedimentos como:
retirada de miomas
cesáreas
polipectomias
cirurgias endometriais
Histeroscopia cirúrgica prévia
Sintomas das sinequias uterinas
Os sintomas podem variar conforme a extensão das aderências. Algumas mulheres não apresentam sinais importantes inicialmente, enquanto outras desenvolvem alterações significativas.
Os sintomas mais comuns incluem:
Diminuição da menstruação - Muitas pacientes percebem fluxo menstrual reduzido após curetagem ou cirurgia uterina.
Ausência de menstruação - Em casos mais graves, a paciente pode parar de menstruar completamente.
Infertilidade - As sinequias uterinas podem dificultar a implantação do embrião e prejudicar a fertilidade.
Abortamentos de repetição - Alterações na cavidade uterina aumentam o risco de perdas gestacionais.
Cólicas menstruais - Quando o sangue menstrual encontra dificuldade para sair do útero, podem ocorrer dores intensas.
Dor pélvica - Algumas pacientes apresentam desconforto persistente na região pélvica.
Quando suspeitar de sinequias uterinas?
É importante investigar aderências no útero principalmente quando a mulher apresenta:
redução importante do fluxo menstrual;
ausência de menstruação após curetagem;
infertilidade sem causa aparente;
abortamentos recorrentes;
alterações menstruais após cirurgias uterinas.
Como é feito o diagnóstico das sinequias uterinas?
O diagnóstico pode envolver exames de imagem, avaliação clínica e procedimentos específicos.
Entre os exames mais utilizados estão:
Ultrassonografia transvaginal
Pode sugerir alterações na cavidade uterina, mas nem sempre consegue identificar sinequias leves.
Histerossalpingografia
Exame realizado com contraste para avaliar o interior do útero e das trompas.
Histeroscopia diagnóstica
A histeroscopia diagnóstica é considerada o melhor exame para visualizar diretamente as sinequias uterinas.
Durante o procedimento, uma microcâmera é introduzida pelo colo do útero, permitindo observar detalhadamente:
aderências;
extensão das lesões;
localização das cicatrizes;
comprometimento da cavidade uterina.
A grande vantagem é que o exame fornece diagnóstico preciso e pode direcionar o tratamento imediatamente.
O que é histeroscopia?
A histeroscopia é um procedimento minimamente invasivo utilizado para visualizar o interior do útero.
Ela pode ser:
diagnóstica
cirúrgica
O exame é realizado através de um aparelho chamado histeroscópio, equipado com câmera e iluminação. Hoje, a histeroscopia é considerada padrão ouro para investigação de diversas alterações uterinas, incluindo:
pólipos
miomas
malformações uterinas
espessamento endometrial
sangramento uterino anormal
sinequias uterinas
A histeroscopia cirúrgica permite remover cuidadosamente as aderências intrauterinas, restaurando o formato da cavidade uterina.
Durante o procedimento:
as aderências são identificadas;
o tecido fibroso é liberado;
a cavidade uterina é reconstruída gradualmente.
O procedimento é minimamente invasivo, sem cortes externos, e geralmente apresenta recuperação rápida.
Benefícios da histeroscopia no tratamento das sinequias uterinas
A histeroscopia cirúrgica oferece diversas vantagens em comparação com métodos antigos.
Visualização direta
O médico consegue enxergar exatamente onde estão as aderências.
Maior precisão
A retirada é feita de maneira mais segura e controlada.
Preservação do endométrio saudável
Isso é fundamental para mulheres que desejam engravidar.
Recuperação mais rápida
A maioria das pacientes retorna às atividades em poucos dias.
Menos invasivo
O procedimento não exige cortes externos.
Sinequias uterinas podem causar infertilidade?
Sim. As aderências uterinas podem interferir diretamente na fertilidade feminina.
Quando o endométrio sofre lesões importantes:
a implantação embrionária pode ser prejudicada;
o fluxo sanguíneo uterino pode diminuir;
o ambiente uterino pode ficar inadequado para gestação.
Em casos mais graves, o embrião encontra dificuldade para se fixar dentro do útero.
Por isso, mulheres com infertilidade e histórico de curetagem devem ser avaliadas cuidadosamente.
A boa notícia é que a histeroscopia para sinequias uterinas pode melhorar significativamente as chances de gravidez em muitas pacientes.
Como é a recuperação após a histeroscopia?
A recuperação costuma ser tranquila.
Após a histeroscopia cirúrgica, podem ocorrer:
cólicas leves;
pequeno sangramento vaginal;
desconforto discreto nos primeiros dias.
O retorno às atividades habituais acontece rapidamente, conforme orientação médica.
Em alguns casos, o ginecologista pode indicar:
tratamento hormonal
acompanhamento do endométrio
nova histeroscopia de controle
Isso ajuda a reduzir o risco de recorrência das aderências.
As sinequias uterinas podem voltar?
Sim. Dependendo da gravidade do caso, existe possibilidade de recorrência.
Por isso, o acompanhamento após o tratamento é fundamental.
Pacientes com aderências extensas podem precisar:
acompanhamento contínuo;
controle por exames;
novas avaliações histeroscópicas.
Quando procurar um especialista em histeroscopia?
A avaliação com ginecologista especializado em histeroscopia é importante quando existem sintomas sugestivos de alterações intrauterinas.
Procure atendimento se apresentar:
diminuição menstrual importante;
ausência de menstruação após curetagem;
infertilidade;
abortamentos recorrentes;
sangramento uterino anormal;
suspeita de aderências uterinas.
Conclusão
As sinequias uterinas são alterações que podem comprometer a saúde ginecológica, a fertilidade e a qualidade de vida da mulher. Muitas vezes silenciosas, elas podem surgir após curetagens, infecções ou procedimentos uterinos.
A histeroscopia diagnóstica e cirúrgica revolucionou o manejo dessas pacientes, permitindo diagnóstico preciso e tratamento minimamente invasivo.
Com avaliação especializada e tratamento adequado, muitas mulheres conseguem recuperar a anatomia uterina, melhorar os sintomas e aumentar as chances de gravidez.
Se você apresenta alterações menstruais, infertilidade ou histórico de procedimentos uterinos, a avaliação ginecológica é fundamental para investigação adequada.
Saiba mais:
👉 Saiba mais sobre o exame de histeroscopia: [Histeroscopia]
👉 Saiba mais a investigação de infertilidade: [Histeroscopia e Infertilidade]
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